Antes Do Oi (A Última Carta)
Se eu já pus tudo a perder,
não há mais nada a temer:
A última carta na mão,
o prêmio do céu ou o chão.
A chave de um coração
ou a porta do vão.
Num lugar desbotado,
sem graça e sem vida,
falta fé no acaso,
a sorte desprevenida.
Um olhar cruza a lente,
azul ofuscante,
me deixou reticente,
a duvidar do instante.
Ela olhou nos meus olhos
e me deu um sinal.
É uma peça de Eros?
Ou este filme é real?
Se eu já pus tudo a perder,
não há mais nada a temer:
A última carta na mão,
o prêmio do céu ou o chão.
A chave de um coração
ou a porta do vão.
"Tudo" parece tão perto,
um passo na direção,
mas o futuro é incerto...
será que voo ou não?
O medo ronda o cenário,
o "Nada" quer confusão,
embola o imaginário,
daquela situação.
O tempo tá congelado,
numa fração de segundo,
Eros tá preocupado,
com a volta do mundo!
Se eu já pus tudo a perder,
não há mais nada a temer:
A última carta na mão,
o prêmio do céu ou o chão.
A chave de um coração
ou a porta do vão.
O fim da ilusão,
a barreira se foi:
Do céu, um trovão,
dos lábios, um "Oi!"...
O retorno do "Olá!"
trouxe a confirmação:
o sorriso ao falar,
dia de "SIM", não de "NÃO"!
Se eu já pus tudo a perder,
não há mais nada a temer:
A última carta na mão,
o prêmio do céu ou o chão.
A chave do seu coração
ou a porta do vão.
Domingo, 12 de julho de 2026
Max Moraes
Enviado por Max Moraes em 12/07/2026
Alterado em 12/07/2026