Peixe Sem Ar
Essa lágrima que desce do canto do olho
é bem quente...
ela vem de tão longe,
dos fantasmas da mente.
O coração não aguenta
e expulsa a saudade:
a lava da solidão
que escorre na face.
Entre o grito de um choro
e o silêncio da alma,
uma gota que escorre não precisa de fala.
Ela viveu no passado
e transpassa o presente,
todo futuro marcado
pela saudade latente.
Ela viveu no passado
e transpassa o presente,
todo futuro é fadado
a uma saudade pungente...
Pode passar o tempo,
que o tempo não supera a gente.
Um riso pela metade
ante um pranto completo:
Essa conta não bate,
um descompasso concreto.
Se tá calor, eu tô frio,
temperatura arrefece, eu banho em suor;
no contraste da vida:
dos males... O maior!
Entre o silêncio da alma
e o grito de um choro,
outra gota deslisa sem carência de fala.
Ela viveu no passado
e transpassa o presente,
todo futuro assombrado
pela saudade latente.
Ela viveu no passado
e transpassa o presente,
todo futuro é fadado
a uma saudade pungente...
Tá tudo girando sem sair do lugar,
o peito batendo Pelo simples pulsar...
É um peixe na terra sufocado com ar
igual meu coração: Sem você para amar!
Entre o grito de um choro
e o silêncio da alma,
tantas gotas que jorram com a falta da fala!
Ela viveu no passado
e transpassa o presente,
todo futuro fadado
a uma saudade pungente.
Ela viveu no passado,
transpassa o meu presente!
Futuro ressuscitado
pela esperança latente...
Pode passar o tempo,
que o tempo não supera a gente.
domingo, 05 de julho de 2026
Max Moraes
Enviado por Max Moraes em 05/07/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.