RISO DE PESAR
Só eu mesmo sei
Que um coração sente...
O quanto ele sangra
Quando penso na gente.
Você tão distante...
É a lua que não brilha,
Sem paisagem no horizonte
Do sol que esfria.
Uma ferida que não sara...
Que não desejo curar;
A dor que me mantém vivo...
Apesar do pesar.
É sempre noite
Nesse jardim florido;
Por dentro impera a tristeza
Ante a falseta do riso.
Entre os longos goles
De cada bebida adocicada
A falha tentativa infame
De olvidar a sina amada.
Melodias que acalentam a alma
Refrigeram este corpo rendido
Tanta saudade do seu ser
Na melancólica presença do cupido.
Já me acostumando com a solidão...
Não há fogo que ilumine o escuro;
A cada dia cinza em noite colorida
Eu me deslembro do futuro.
Max Moraes - domingo, 05 de janeiro de 2025