A VELHA SAGA DE UM NOVO DIA
Assim começa o dia,
já no abrir de olhos
tentando encontrar algum sabor no ar,
como se a respiração fosse mera obrigação.
A noite inteira, embriagado de ausência,
desencontrei seu toque em meus sonhos...
e no despertar, o gosto amargo de uma ressaca cruel
de quem não dormiu nem bebeu dos seus lábios.
Quem dera tudo simplesmente acabasse
como o lampejo que encerra o pesadelo...
virando a folha, outra vez em branco,
para este escritor acabrunhado.
versos sem vida, rimas sem estro...
luz que não transmite calor,
Uma estrada perdida no vício das horas
que me traz sempre ao mesmo lugar.
Queria falar de planos, de sonhos...
como um político ingênuo em sua promessa,
mas não há esperança nessa manhã
repleta de expectativas gloriosas.
Outro dia longo, arrastado,
nesse relógio descompassado...
mais uma alvorada sem a assinatura do amor
no fim da página.
Max Moraes - sábado, 30 de novembro de 2024 ~ 01 de dezembro de 2024